Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 21 de novembro de 2009

Que patético. Tão patético.

Ao abrir os olhos, ele pôde perceber que aquilo já não era mais o mesmo, tudo havia mudado. Ela tinha dito "tchau" e realmente se foi, ele não acreditava.
Passou a vida dormindo em uma cama de hospital e nem viu as horas passar, nem sabe que dia é hoje. Ele não pôde crescer, aprender, só sabemos que nunca mais ficará cansado. Nossa, que vida infeliz. Ainda pode-se ouvir o tom de voz com pena das pessoas. É realmente muito infeliz.
Ele ainda acredita nos sonhos, na cura e na vida, grande tolo que é.
O que fará agora? Pedirá perdão? Irá procurá-la? Ainda acha que pode conseguir? Repetindo: grande tolo.
Continue nessa cama, poupe seus esforços, não tente ser feliz, felicidade não existe - não mais para você -.
Aprendeu o suficiente com a vida? Que cruel, não é mesmo? A culpa é sua. Sua mesmo. Olha só o que ela faz com as pessoas que vivem com avidez. Ela brinca, tortura, maltrata. Que castigo ótimo não acha? Porque acha que seria diferente contigo? Risos.
Vou puchar uma cadeira e observar do seu lado a sua lenta morte. HAHA, que agradável.
Está vendo? Viu como é ótimo saber de verdade sobre o mundo que se vive, sobre as pessoas que te cercam? Aprendeu a viver finalmente com sabidez?
Aprendeu? Aprendeu que com a vida não se brinca?

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