Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Os detentos podem fugir, cuidado!

Não precisa mais fazer tanto esforço, querido amigo.
Acho que finalmente consigo entender-te. Sei que não é fácil, mas como seu amigo, hei de pensar em uma solução para tirar-te, finalmente, desse sofrimento. Ninguém merece passar por isso.
Não os deixem escapar, eles estão se esvaindo aos poucos.
Tranque todas as portas, feche todas as janelas e dobre sua guarda.
Ah, como foi difícil para você ter que guardar para si. Eles brigaram muito, não? Fizeram um grande estrago no local. Usaram seu coração para os defender? Que triste...
Queria ter percebido mais cedo, que algo em ti não estava normal. Fui patética, ou eles foram sigilosos demais? Impediram-me até de abrir os olhos! Genial.
È uma pena não ter ouvido seus pedidos de socorro. Todos foram bastante exaltados e agonizantes. Agora sim, posso ouvir melhor.
Que tipo de amigo sou? Poderia pelo menos dividi-los comigo, não me importaria em carregar tua dor, seus detentos.
Ah querido amigo, me esforçarei e prestarei mais atenção em ti. Ninguém mais lhe fará mal, logo, não precisará prender mais ninguém em si.
Desculpe. E não se esqueça de tomar cuidado, os detentos podem fugir!

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