Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

E eu me levantarei ao cair, continuarei caminhando e nada irá me deter...

E eu me levantarei ao cair, continuarei caminhando e nada irá me deter...

Ah, essa tempestade que afoga a estrada e me impede de andar está cada vez pior.
Ah, essa neblina que cobre meus olhos e deixa-me perdida se espalha com rapidez.
Ah, o calor... Que não chega, que saudade do tal calor.
Não importa, continuarei sendo a mesma de sempre - ou pelo menos tentando ser -.

A correnteza que pede pela movimentação está tão mais agitada. Ela não se importa com mais ninguém, nem mesmo as más coisas que andam ao seu lado.
Ela quer a rapidez, o movimento, o agito, mas no fundo ela quer somente paz e tranquilidade.
Ela engana os que não são observadores, diz que está tudo bem várias e várias vezes, todas são mentiras... Apenas mentiras.
O cansaço a dominou, mas ela não liga, quer continuar. Continuar levando o que passar pelo seu caminho e ela está certa.
Já está escuro e as estrelas não tem mais seu brilho, talvez ela que não enxergue, no entanto, mesmo cega, continuará sendo quem é.

E eu me levantarei ao cair, continuarei caminhando e nada irá me deter. Nem que eu tenha que fingir que sou forte.

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