Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A corrida do que sou

Não calculo minha diferença,
Não revejo meus conceitos,
Não ando em linha reta,
Não realizo meus desejos.
Ando por essas estradas. De um arrogante planeta terra, batendo de porta em porta, fitando casa em casa, sem saber o que procuro, apenas com a certeza de que não achei. Não sei quem sou nem o que quero, menos ainda do que sei. Só sei do que não sei.
Esqueci minhas falas e não posso decorar meu papel nesse mundo. Continuo a vagar, esperando me encontrar, me achar, despertando, saber o significado... De tudo isso.
Ora, que insípido tédio, ora que insípida história, ora que insípida vida.
Procurando...
Procurando...
Procurando...
Quem sou?

Fim da corrida.

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