Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sábado de manhã,

Acordo com um imenso frio e sem vontade de voltar a dormir. Olho para a janela com a intenção de admirar a paisagem.

Para meu azar - ou não -, estava chovendo. A forte chuva embaçava o vidro da janela atrapalhando minha visão. Fui tomada pela frieza e estupidez, não havia nada a se fazer, era um bom momento para rever a vida.

Um sentimento de nostalgia surgiu e revirei umas caixas velhas entulhadas. Abri um álbum de fotografia e pus-me a ver. Vi como era feliz, como é fácil perder a juventude. Quanto mais crescemos, mais carregados ficamos, logo, ficamos mais depressivos. Vi que em pelo menos em algum momento de minha vida tive amigos, os que me ajudaram do começo ao fim e me ensinaram a escrever um novo início.

Percebendo que já conhecera a felicidade, fui me sentindo tola por ter deixado tudo aquilo ir embora, por ter deixado uma vida. Me senti triste ao ver que toda a minha história estava entulhada em uma empoeirada caixa velha. Como deixara aquilo fugir? Cada página que se passava era uma mistura de nostalgia e empolgação. Empolgação para viver tudo aquilo novamente, digo, reviver, porém com novos personagens, novos tempos, nova história, só o que permanesce é a felicidade, o que me deixa ainda mais empolgada.

Matar as saudades, reencontrar, rever a famosa e desejável felicidade. Após esse momento de 'reflexão', com o coração leve desejei que chovesse o restante do dia e admirei profundamente a chuva. Fui me deitar e dormi tranquilamente.

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