Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Lamúrias de um coração doente

Seus lábios molhados que tocam os meus é apenas mais uma vaga memória de quem já se fora e nunca voltarás.
Oh nostalgia, poderás tú tirar-me da solidão?
Não, lembranças não curam um coração.
Seus braços quentes e macio que me envolviam em um longo período de inverno, nossas mãos entrelaçadas, olhares apaixonados, seu doce modo de afagar meus cabelos, suas incríveis palavras nas horas certas...
São apenas lembranças, apenas uma vida feliz que fora jogada fora, o meu antigo motivo para viver e atualmente o meu manual de suicídio, o meu veneno, a pior das torturas, aquilo que me mata aos poucos.
Oh nostalgia, porque esbagarça-me brutalmente?
Essas memórias vão tomando todo o meu sistema, a grosso modo, acabando com meus sistema nervoso.
Pra quê viver uma vida sem fim? Oh, nostalgia!

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