Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

As cores caem

"As cores caem" - Seria estranho demais ler uma frase dessas no meio de todo o caos que as ruas das grandes cidades oferecem ? A pergunta é, "seria estranho demais ler qualquer outra frase que não seja uma espécie de propaganda pelas ruas"? Uma frase que não apresenta nenhum meio de normalidade? A fumaça misturada com o ar, o excessivo barulho dos carros, os gritos dos camelôs, os passos de grandes sapatos... Nada disso desviou minha atenção daquela curiosa frase.
Já havia visto "O amor cai", "As estrelas caem", e até mesmo "O mundo cairá", mas "As cores caem"? Porque? As cores são tão vivas, mostram a alegria de cada significado, a combinação perfeita que cada uma pode oferecer, o brilho. As cores mostram exatamente o que deveríamos ser e não somos, o que deveria ser, e não é. Infelizmente, o mundo nunca vai parar pra pensar em algo mais profundo, coisas do tipo "As cores caem". Mas até para as coisas ruim existem cores, elas estão sempre presentes, mudando o humor de pequenas coisas, mudando grandes coisas. Mas ninguém liga, ninguém quer se ocupar com pequenas coisas - pequenas aos olhos deles -, deve ser por isso que as cores caem, porque não há interesse.
O amor cai, as estrelas caem, o mundo cairá, as cores caem, já não me parece tão estranho como antes. Não, não é estranho aquela frase estar ali, no meio de todo aquele caos.
Agora sim, vou para casa cuidar para que nada mais caia.

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