Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 16 de junho de 2009

15 minutos para o fim

Estávamos sozinhos, sem saber o que fazer, naquela imensa sala olhando um para o outro. Suando, gaguejando, não era um bom dia. Ouvia-se o barulho do vento, do trânsito, vozes, pessoas nas ruas, passos, e nós lá, parados como se nunca tivéssemos nos visto. A nossa sala de espera era tão grande, mas as palavras não poderiam ocupar o lugar. Não tinha lição , não sabia descrever o momento. Só pude dizer que era oco, vazio. Iluminado, mas escuro.
Os problemas já não eram nada perto desse momento. Minhas filosofias já não serviam mais. Os abraços e memórias já não vinham mais à nossa mente. Realmente não gostávamos de despedidas, mas essa foi a pior de todas.
Nem um "obrigado" , nem um "tchau" ou, "seja feliz". Nada, nada, NADA!!
Prendia a respiração para desfarçar que estava ofegante.
E o relógio não passava, faltava 15 minutos... 15 minutos para o fim

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